{"provider_url": "https://www.timoteo.mg.leg.br", "title": "CPI do Hospital Tim\u00f3teo ouve novas testemunhas   ", "html": "<p><span>Na tarde da \u00faltima sexta-feira (25/04), a CPI que apura se houve irregularidades no contrato entre a Administra\u00e7\u00e3o Municipal e o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) na gest\u00e3o do Hospital e Maternidade Tim\u00f3teo (HMT) ouviu mais quatro testemunhas: Maicon Reis (advogado de parte do corpo m\u00e9dico), \u00c9rica Dias e Nath\u00e1lia Guerra (gerente e fiscal do contrato, respectivamente, na gest\u00e3o do ex-prefeito Douglas Willkys) e D\u00e9bora Paiva (diretora t\u00e9cnica do hospital).</span></p>\r\n<p>O primeiro a depor foi o advogado Maicon Reis. Ele afirmou que os m\u00e9dicos ainda n\u00e3o receberam pelos servi\u00e7os prestados no in\u00edcio do ano, durante a gest\u00e3o do HMTJ no hospital Tim\u00f3teo.</p>\r\n<p>Segundo Reis, o contrato prev\u00ea que o pagamento aos m\u00e9dicos s\u00f3 \u00e9 feito mediante o repasse pela Administra\u00e7\u00e3o Municipal. \u201cO Therezinha de Jesus afirma que h\u00e1 valores combinados com a gest\u00e3o passada que eles entendem que est\u00e3o pendentes; j\u00e1 a gest\u00e3o atual diz que n\u00e3o h\u00e1 pagamentos em aberto. E os m\u00e9dicos, na ponta, ficam sem receber\u201d, desabafou.</p>\r\n<p>A CPI tamb\u00e9m ouviu a atual diretora t\u00e9cnica do Hospital e Maternidade Tim\u00f3teo, D\u00e9bora Paiva. Ela relatou as condi\u00e7\u00f5es dos hospital quando assumiu a fun\u00e7\u00e3o, em meados de janeiro deste ano. \u201cOs aparelhos de ar condicionado estavam em mau estado, com baixo fluxo de pacientes. A situa\u00e7\u00e3o era cr\u00edtica\u201d, lembrou. D\u00e9bora tamb\u00e9m contou tamb\u00e9m que, apesar do atraso no pagamento de fornecedores, n\u00e3o faltaram insumos e nem o servi\u00e7o foi paralisado.</p>\r\n<p>Perguntada se o Therezinha de Jesus tinha ci\u00eancia do que estava ocorrendo, ela disse que sim, que a situa\u00e7\u00e3o foi formalizada aos respons\u00e1veis. Quanto \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos por falta de pagamento, D\u00e9bora contou que as cirurgias eletivas deixaram de acontecer, mas os pacientes urgentes n\u00e3o ficaram desassistidos.</p>\r\n<p><strong><span>Fiscaliza\u00e7\u00e3o</span></strong></p>\r\n<p>Apontada como gerente do contrato firmado com o HMTJ, \u00c9rica Dias, durante seu depoimento informou \u00e0 CPI que n\u00e3o tinha conhecimento de que exercia tal fun\u00e7\u00e3o, embora enquanto subsecret\u00e1ria de alta e m\u00e9dia complexidade, cargo que ocupou at\u00e9 dezembro/24, ela acompanhava o servi\u00e7o prestado no hospital. \u201cO meu papel era fazer a an\u00e1lise do cumprimento das metas contratuais, de acordo com o relat\u00f3rio mensal entregue pelo Therezinha de Jesus\u201d, explicou.</p>\r\n<p>\u00c9rica disse ainda que ap\u00f3s feita a avalia\u00e7\u00e3o, ela encaminhava o relat\u00f3rio para o setor respons\u00e1vel por efetuar o repasse ao HMTJ. \u201cQuando as metas n\u00e3o eram cumpridas, era recomendado o desconto proporcional aos servi\u00e7os que n\u00e3o foram prestados\u201d, esclareceu. Questionada se o servi\u00e7o prestado pelo Terezinha de Jesus era satisfat\u00f3rio, ela respondeu que sim, que em \u201cn\u00edvel assistencial e dentro da capacidade do hospital, tudo o que era poss\u00edvel fazer, era feito\u201d.</p>\r\n<p>Sobre o montante da ordem de R$11 milh\u00f5es que a dire\u00e7\u00e3o do HMTJ alega ter que receber do munic\u00edpio, \u00c9rica disse que em momento algum, durante a vig\u00eancia do contrato, tal d\u00edvida foi informada a ela, mas que, se existem valores a receber, eles podem ser comprovados. \u201cSe h\u00e1 recursos a receber, o HMTJ deve comprovar por fonte legal do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade\u201d, afirmou. Ela explicou que todos os procedimentos extras (al\u00e9m do previsto no contrato) realizados na urg\u00eancia/emerg\u00eancia devem constar na base de dados do governo federal.</p>\r\n<p>Outra testemunha ouvida pela CPI foi Nath\u00e1lia Guerra, indicada como fiscal do contrato entre o Munic\u00edpio e o Terezinha de Jesus. Contudo, durante sua oitiva, ela tamb\u00e9m informou que desconhecia ser fiscal do contrato, fun\u00e7\u00e3o que s\u00f3 soube que ocupava quando foi convocada pela CPI.</p>\r\n<p>Nath\u00e1lia, que era gerente de regula\u00e7\u00e3o do TFD (tratamento fora do domic\u00edlio), disse que, dentro de suas atribui\u00e7\u00f5es estava o encaminhamento de cirurgias e acompanhamento dos exames, entre outras, contudo, por n\u00e3o ter conhecimento de que era a fiscal, n\u00e3o efetuou a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os prestados pelo HMTJ no Hospital Tim\u00f3teo.</p>\r\n<p><strong><span>Encaminhamentos</span></strong></p>\r\n<p>O presidente da CPI, vereador Adriano Alvarenga, solicitou convoca\u00e7\u00e3o de novas testemunhas,\u00a0 dentre elas a ex- secret\u00e1ria municipal de Sa\u00fade, Ana Paula Campos e Luciana Cardoso, ex-gestora do fundo municipal de Sa\u00fade.</p>\r\n<p>J\u00e1 as oitivas de Benedito Jandiroba e Rafael Campelo (diretor financeiro e gerente administrativo do HMTJ) tamb\u00e9m agendada para a \u00faltima sexta, ser\u00e3o remarcadas a pedido dos pr\u00f3prios investigados.</p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p>\u00a0</p>", "author_name": "", "version": "1.0", "author_url": "https://www.timoteo.mg.leg.br/author/sabrinadias", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal de Tim\u00f3teo", "type": "rich"}